Leslie Diniz Leilões realiza 121º Importante Leilão Barão de Itapary

Leslie Diniz Leilões realiza nos dias 29 e 30 de junho, às 20h, o 121º Importante Leilão Barão de Itapary (Maranhão – 1858/1929), onde reunirá parte do acervo de herdeiros do Barão, com peças excepcionais, entre elas, móveis, cristais, louças, joias, prataria, travessas monogramadas do próprio Barão de Itapary, etc., como também de outros Barões da época, tendo a marchand Leslie Diniz angariado peças raras e de cunho histórico. Coleções de vinhos e champanhes raríssimos, com destaque para uma garrafa de Vinho Petrus Pomerol de 1995. Jóias de família, muitas usadas por baronesas e condessas. Rara imagem portuguesa do Séc. XIX, de São José com o Menino Jesus. Extensa coleção de objetos em prata de lei. Curiosidades, como os pratos ingleses “Azul Borrão”, que os escravos da fazenda do Barão faziam suas refeições. Para participar, acesse www.lesliediniz.lel.br.
Para outras informações, envie um e-mail para lesliedinizleiloesrj@gmail.com ou acesse o whatsApp: (21) 96978-7199.

ALGUNS DESTAQUES:

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LOTE 117 – ARISTOCRACIA BRASILEIRA (SÉC. XIX) – BARÃO DE ITAPARY – José Joaquim

Seguins de Oliveira (São Luís do Maranhão, 17 de junho de 1858 – São Luís do Maranhão, 22 de maio de 1929). Excepcional travessa de grandes proporções em faiança inglesa, marca: Tyrol Hunters, Davenport, no tom branco, decorado com cena de caçada em tons de azul e larga borda ricamente decorada com guirlandas florais e arabescos e encimado por escudo do Barão com iniciais entrelaçadas e arrematado por laçarote. Acompanha suporte de parede original de época em cobre.  Med.: 53,5 x 42,5 cm.  ESTAMOS OFERECENDO OUTRAS PEÇAS DO CONJUNTO NOS LOTES ANTERIORES.

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LOTE 124 – Extraordinária e rara imaginária sacra portuguesa  de grandes proporções  ricamente entalhada   em madeira, com farta policromia e adornos e rendilhados  a ouro, representando “São José com o Menino Jesus”.  Exuberante resplendor em prata de lei. Olhos de vidro. Base recortada e bisotada. Portugal , Séc. XIX. Med.: 1,10 X 56 X 34 cm. As fotos não condizem com sua beleza e magnitude.

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LOTE 341 – PRATA DE LEI – Magnifico tabuleiro em prata  de lei com borda recortada e vazada, com decoração em arabescos. Alças vazadas no feitio de guirlandas e arabescos. Med.: 66 X 47 cm. Peso aproximado: 3675g.

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LOTE 160A – PRATA DE LEI – Belo lampadário Sabará em prata decorada em repuxados de motivos rocailles com volutas, coquilles e folhas de acanto. Seis montantes em recortes e vazados com ponteiras modeladas em pinhas. Vidro vermelho na parte interna. Marca de ourives do Porto José Marques Nogueira Junior e Joaquim Moreira Rodrigues, registrada, respectivamente, em 1858 e 1865 por Vicente Manuel de Moura reg. Nº 1093 no vol. 1 do livro de Vidal. Alt. 82 cm.

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LOTE 392 – ENOTECA – Vinho PETRUS POMEROL GRAND VIN – 1995 – 750 ml. Lacrada. Toda a enoteca oferecida neste pregão foi analisada por renomado Sommelier a título de condições e descrição técnica das mesmas.  As garrafas se encontram armazenadas de maneira ideal para sua  conservação. Venda realizada sem garantia. Vendida no estado. UM POUCO SOBRE: O Petrus 1995 é um vinho tinto com DO Pomerol com DO Château Pétrus com cachos de merlot e cabernet franc da colheita de 1995. O Petrus 1995 completa perfeitamente pratos como foie e aves. Um vinho tinto classificado com 0 em 5 pontos pelos utilizadores da Drinks&Co e também pelos críticos de vinho mais conhecidos não esqueceu Petrus 1995: Robert Parker pontuação: 96 e Wine Spectator pontuação: 97.

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LOTE 421 – ARISTOCRACIA BRASILEIRA (SÉC. XIX) – BARÃO  DE IBITINGA – JOAQUIM FERREIRA DE CAMARGO ANDRADE –  Primeiro e único Barão de Ibitinga (30 de novembro de 1832  Campinas, 21 de agosto de 1915)  – Excepcional taça em cristal francês Baccarat double rubi ricamente lapidados  em sulcos. e tremidos, tendo ao centro monograma !JC”. Base coluna sextavada. Med.: 12 cm. França, séc XIX.

https://d3kg6hxvyms0p1.cloudfront.net/27827/13669016.jpg LOTE 149 – Antigo prato raso em porcelana inglesa, masca CAMERON, no tom branco, com decoração floral estilo “Borrão”. Borda recortada. Med.: 22,5 cm. À TÍTULO DE CURIOSIDADE: Estes pratos eram usados, nas refeições, pelos escravos do  Barão de Itapary. ESTAMOS DISPONIBILIZANDO  OUTROS PRATOS DO CONJUNTO NESTE LEILÃO

SITE LEILÃO: www.lesliediniz.lel.br

INFORMAÇÕES: lesliedinizleiloesrj@gmail.com – WhatsApp: (21) 96978-7199

SOBRE BARÃO DE ITAPARY

José Joaquim Seguins de Oliveira (São Luís do Maranhão, 17 de junho de 1858 – São Luís do Maranhão, 22 de maio de 1929) era conhecido como o dArtagnan do Mearim. O Barão de Itapary nasceu em São Luís no dia 17 de junho de 1858. Era filho do Comendador José Antonio de Oliveira, considerado o segundo administrador de Arari, de 1869 -1873; e de Maria Isabel Seguins de Oliveira. Bacharel em Direito, em Portugal. Foi um fazendeiro brasileiro, casou-se com Genoveva Hortência Bianchi Sales de Caldeira. O Barão faleceu em 22 de maio de 1929, na mesma cidade onde nasceu, São Luís-MA. Era conhecido como o dArtagnan do Mearim. Senhor de terras e engenhos na região do Mearim, Cajapió e Coroatá. Dentre inúmeras propriedades, gados, joias, pratarias e ouro, herdou mais de 400 escravos que trabalhavam nas fazendas deixadas por seus pais. José Joaquim Seguins de Oliveira morou alguns anos no povoado Flecheiras, na Fazenda Nova Austrália, que herdara dos seus pais. Na mesma fazenda possuía o Engenho Babilônia, que à época fabricava um dos melhores açúcares do Estado do Maranhão. Segundo escreveu o escritor e acadêmico da Academia Maranhense de Letras, Joaquim Itapari, em artigo intitulado A nobreza do barão, em 1886, faleceria o comendador e tenente-coronel José Antônio de Oliveira, então viúvo de Maria Isabel Seguins de Oliveira. No inventário do comendador, guardado nos Arquivos do Tribunal de Justiça do Maranhão, estão arrolados: fazendas de gado, lavouras e engenhos de açúcar, em Coroatá (Fazenda Canaã), Arari e Viana, dentre estes a grande Fazenda Sumaúma e o Engenho Santa Isabel (Então, no 3º Distrito de Viana), com numerosa escravaria, deixados aos filhos Isabel Christina e José Joaquim. Tais bens, segundo o historiador Mílson Coutinho, alcançavam a cifra astronômica de 400 contos de réis. Falecendo Isabel, José Joaquim Seguins de Oliveira tornou-se único proprietário dessa fortuna, além de centenas de escravos. Ainda jovem se embarcou para Portugal e lá se formou em Direito. De regresso ao Maranhão, casado na Ilha da Madeira com Genoveva Hortênsia Bianchi Salles Caldeira, o novo bacharel preferiu dedicar-se à administração das propriedades que herdara, no vale do Mearim e na Baixada. No dizer de Mílson Coutinho, em 1886, quando ia intensa a campanha pela abolição da escravidão, o Dr. José Joaquim, espírito sensível às causas sociais, caráter impregnado de nobres ideais humanísticos, alforriou mais de 400 escravos das fazendas que herdara, muitos dos quais adicionaram ao nome de batismo os sobrenomes dos Seguins ou dos Oliveira, seguindo o costume da época. Ainda segundo o historiador Milson Coutinho, esse gesto generoso valeu-lhe o título de Barão de Itapary, concedido a 12.5.1888 pela princesa regente, Isabel de Orleans. Todavia, a demonstração da nobreza de caráter do futuro Barão de Itapary não se resumiria à libertação jurídica e incondicional dos seus escravos. Em 1929, poucos meses antes do seu falecimento em São Luís, ele diria aos filhos, reunidos em torno de si: “é meu desejo que as terras do Engenho Santa Isabel fiquem para sempre com as famílias dos ex-escravos, que ali trabalhavam, e seus descendentes”. Cumprindo esse desejo, os filhos não arrolaram no seu espólio cerca de 12.000 hectares de terras do antigo Engenho Santa Isabel, hoje no município de Matinha. O historiador arariense João Francisco Batalha, em seu livro Um passeio pela história do Arari, p. 271, cita um trecho em que o também historiador Dunshee de Abranches narra o seu encontro com o Barão de Itapary: “montado em um soberbo alazão, ricamente ajaezado, com estribos e arreios de prata e trajado elegantemente com finas luvas de pelica, cabelos castanhos, cavanhaque cortado à francesa, rosto alvo, rosado e formoso, parecendo mesmo um dos heróis dos velhos romances de cavalaria” (DUNSHEE DE ABRANCHES apud BATALHA, 2014, p. 271).

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