Dia Internacional da Felicidade: é possível ser feliz em tempos pandêmicos?

No dia 20 de março é celebrado o Dia Internacional da Felicidade. A agenda foi criada pela Organização das Nações Unidas em junho de 2012. A origem do Dia da Felicidade está relacionada ao Butão, país asiático, reconhecido por ser um dos países com a população “mais feliz do mundo”.

No ano de 2012 ninguém poderia imaginar que viveríamos a partir do ano de 2020 a maior crise sanitária e econômica da história da humanidade, com proporções semelhantes as guerras mundiais. O contexto é de muita incerteza e luto o que gera ansiedade entre outros males que comprometem a saúde física e mental.

Por isso, a dúvida: como ser feliz? É possível ser feliz diante de tantas mortes? Diante de um noticiário que todos os dias aponta o desemprego, colapso na rede pública e privada de saúde.

Felicidade e Bem-Estar são utopias?

O psicólogo Alexander Bez  acredita que hábitos simples são muito eficazes para lidarmos com a Pandemia da Covid-19 e ser feliz, veja alguma delas:

  • Tenha a certeza que esta fase vai passar.
  • Quanto menos o indivíduo pensar nesta situação, menos estará sujeito a ansiedade e depressão,
  • Obviamente, mantenha as medidas de segurança.
  • Trabalhe a consciência.
  • Venere as próprias ações, os próprios feitos, celebre as ações que consegue realizar.
  • Lembre-se: felicidade é algo interno que vem para o externo.
  • Mantenha-se positivo e atuante.
  • Tente dentro do possível fazer o que gosta, atividades como academia, auxiliam muito neste processo. Dentro do que for possível nesta fase de restrição, mantenha as atividades físicas porque liberam endorfinas cerebrais.
  • Esteja bem consigo.
  • Diminua a cobrança pessoal: assuma quem você é, dentro dos seus limites.
  • Se assuma nas suas relações, averigue o que pode ser mudado.

Estas dicas, dentro da nossa realidade de coronavírus, nos ajudam a manter a saúde mental. “Estamos lutando para sobreviver, que dirá ser feliz” observa o psicólogo.

Bez escolheu a profissão após sofrer de síndrome de pânico e encontrou na psicologia uma resposta para si e um meio de ajudar outras pessoas e acredita na felicidade, contudo alerta, para os riscos da positividade tóxica ou do positivismo extremo, ou seja, a imposição a nós mesmos ou aos outros, uma postura falsa e não positiva, uma tentativa de otimismo ou felicidade, uma forma de negacionismo.

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