Nova onda de Covid pode atrasar ainda mais os diagnósticos de câncer

Em 2020, milhares de brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer. Com a nova onda, o medo de ir ao médico continua

Desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, no ano passado, muitas pessoas têm evitado sair de casa para realizar atividades não essenciais. Porém, por causa do medo de contaminação, uma atividade essencial não tem sido realizada: o diagnóstico precoce de doenças graves, como câncer. A nova onda de covid pode atrasar ainda mais a identificação da doença.

Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP), em parceria com outras instituições de saúde paulistas, os diagnósticos de câncer de rim, próstata e bexiga, por exemplo, caíram, em média, 26% no período da pandemia, em comparação ao mesmo período em 2019.

“Isso significa que muitas pessoas não foram até o hospital rastrear problemas, como alterações na urina, por exemplo”, comenta o radio-oncologista Miguel Torres, presidente do Instituto de Radioterapia São Francisco. E, segundo o médico, com a nova elevação de casos de covid-19 em 2021, a tendência é que esse comportamento continue.

O problema é que, de acordo com outro estudo, publicado no fim do ano passado pelo The British Medical Journal, a cada quatro semanas de atraso no tratamento do câncer, o risco de morte aumenta em até 13%.

Rastreamento

Segundo Miguel Torres, os exames de rastreamento são muito importantes para a descoberta precoce dos cânceres. Ele explica que ele é diferente de prevenção. “Hábitos saudáveis, por exemplo, são do campo da prevenção. O rastreamento é quando você tem algum sintoma ou alteração que precisa imediatamente ser avaliada”, diz.

Muitos cânceres evoluem muito rapidamente, por isso Torres enfatiza a necessidade de descoberta precoce. “Quando um câncer chega na fase metastática, atingindo outros órgãos, por exemplo, as chances de cura são muito pequenas. Precisamos evitar que isso aconteça”, alerta Torres.

Medo

Segundo o médico, o paciente não precisa ter medo de ir até o hospital fazer um exame. “Os hospitais estão adotando protocolos de atendimento rigorosos, de acordo com organismos internacionais, muitas vezes separando os pacientes em ambientes distintos. Tudo para assegurar o menor risco de contaminação”, comenta.

Além disso, ele lembra que é possível marcar uma consulta online. “Se o paciente não quiser sair de casa, o Conselho Federal de Medicina – CFM permite que ele busque a telemedicina. E, mesmo havendo a necessidade de ir ao hospital para fazer exames complementares, isso pode ser feito com segurança”, diz.

Já o medo dos médicos é de que, futuramente, se as pessoas continuarem sem buscar diagnóstico, haja descobertas em massa de cânceres em estágio avançado. “Isso é extremamente preocupante, porque o diagnóstico retardado pode comprometer seriamente a curabilidade em muitos casos” alerta.

Sobre o IRSF

Há mais de 40 anos curando pessoas e contribuindo para o bem estar, o Instituto de Radioterapia São Francisco é reconhecido pela inovação e pioneirismo em radio-oncologia e radioterapia. Seu corpo clínico é composto por médicos especialistas em radio-oncologia com grande experiência e, constantemente incorpora novos médicos que trazem a inovação. Tem como missão levar excelência técnica em radioterapia e tratamento humano para todos e faz isso trazendo acessibilidade. Possui, entre outros equipamentos, dois aceleradores lineares de partículas sendo um novo Acelerador Elekta equipado com IMRT; braquiterapia de alta taxa de dose; sistema de planejamento computadorizado baseado em algoritmo de MonteCarlo e equipamentos de proteção radiológica e de dosimetria de alto padrão. Realiza tratamentos convencionais, com conformação tridimensional, IMRT-irradiação com intensidade modulada e braquiterapia. Foi responsável por realizar, de forma pioneira em Belo Horizonte diversas técnicas tais como o hipofracionamento em câncer de mama. É certificado pelo Ministério da Saúde em excelência em controle de qualidade

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