Fumo e álcool são responsáveis pela maioria dos cânceres na região de cabeça e pescoço!

Julho Verde é o mês de alerta para conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce dos cânceres que atingem a região da cabeça e pescoço. Entretanto o foco dessa campanha são os tumores da boca (que inclui a língua), da faringe e da laringe – órgão onde se encontram as pregas vocais (cordas vocais).

Esses tumores são altamente mutilantes, por isso é extremamente importante o diagnóstico precoce.

Só para dar um exemplo, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de boca está entre os 10 tipos que ocorrem com maior frequência no país. A estimativa é que 14.700 novos casos vão surgir em 2018, sendo 11.200 em homens e 3.500 em mulheres. Esse tipo de câncer afeta lábios e o interior da cavidade oral: gengivas, mucosa jugal (bochechas), palato duro (céu da boca), língua, assoalho (região embaixo da língua).

Atenção aos Sinais e Sintomas

 São quatro os fatores que merecem maior atenção:

1 – Lesões ou feridas da boca, também chamadas de aftas, principalmente pessoas que são fumantes e ingerem álcool de uma maneira um pouco mais que a social.  Tais lesões que persistam por mais de 15 dias, precisam ser imediatamente avaliadas.

2 – Rouquidão ou voz alterada por mais de 15 dias deve rapidamente ser avaliada.

3 – Nódulos ou tumores no pescoço (tumores cervicais).

4 – Vida sexual não estável ou com múltiplos parceiros. A infecção pelo papiloma vírus humano (HPV) pode ser também causador dos carcinomas da orofaringe. O contágio pode acontecer durante o sexo oral.

Diagnóstico precoce

 Um primeiro diagnóstico pode ser feito por um clínico geral, dentista ou outro especialista que verifique a boca e apalpe a região do pescoço.

De acordo com recente estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP, em mais de 75% das consultas médicas não se realizam exames da boca e do pescoço, momento em que é possível a detecção precoce de nódulos e outros problemas nessas regiões do corpo.

“A maioria dos médicos solicita exames de alta complexidade, resultando em demora de diagnóstico e altos custos para os convênios médicos e sistema público de saúde”, observa o Dr. Flavio Hojaij.

  • Fonte médica: Dr. Flavio Hojaij, Secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), Professor livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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