Congelamento de óvulos e embriões cresce 30% durante a pandemia

São mulheres perto dos 40 anos, casais receosos por garantir a gestação posterior à pandemia, entre outros vários casos de pacientes que precisam postergar a gravidez, que fizeram esse movimento crescer nas clínicas de reprodução humana.

Apesar da pandemia atrapalhar o sonho de quem deseja engravidar, muitas mulheres correm contra o relógio biológico e não contam mais com muitos anos de fertilidade.  Por conta disso, o procedimento de congelamento de óvulos e embriões aumentou cerca de 30% de acordo com um levantamento feito entre as maiores clínicas do segmento no Estado de São Paulo.  De acordo com o Dr. Marcos Moura, ginecologista especialista em reprodução humana, são mulheres perto dos 40 anos, casais receosos por garantir a gestação posterior à pandemia, entre outros vários casos de pacientes que precisam postergar a gravidez que fizeram esse movimento crescer nas clínicas de reprodução humana.

O último relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já aponta aumento neste tipo de procedimento desde o começo da sua contagem em 2008, quando foram contabilizados o congelamento de 47.570 embriões, já em 2019 foram congelados 99.112 embriões em 157 (85,8%) das clínicas cadastradas na Anvisa e que responderam na elaboração dos dados, aumento de 11,6% em relação ao que foi congelado em 2018 (88.776).   Especialistas em reprodução humana acreditam que os números de 2020 podem superar muito o último relatório.

“Quando a pandemia começou, percebemos que muitas pacientes queriam compreender a dinâmica da doença para engravidar com mais segurança, entretanto, muitas se preocupam com a continuidade da fertilidade, já que algumas têm patologias que interferem nesse processo e outras estão em idade que já podem considerar o risco de não terem mais óvulos saudáveis que garantam a gestação”, explica o Dr. Moura.  Dentro deste cenário, a alternativa sugerida por especialistas é a criopreservação, popularmente conhecida como congelamento de óvulos.

Como funciona o procedimento

A mulher passa por uma indução de ovulação para se obterem mais óvulos e a seguir é feito, com a assistência de um ultrassom transvaginal, a aspiração desses óvulos sob sedação, procedimento que demora menos de 5 minutos. Em seguida, o embriologista congela os óvulos em um recipiente com nitrogênio líquido a -196°C.  A mulher pode congelar seus óvulos em algumas situações que podem comprometer a fertilidade futura, como em realizações de tratamentos oncológicos, radioterapia, quimioterapia, etc. Nesses casos ela pode congelar os óvulos e engravidar futuramente. Esse procedimento também pode ser feito em mulheres que não desejam engravidar no momento (com ou sem companheiros) mas temem pelo avançar da idade. A idade ideal para o congelamento dos óvulos é até os 35 anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *